Pasárgada

…Cheguei no momento da criação do mundo e resolvi não existir. Cheguei ao zero-espaço, ao nada-tempo, ao eu coincidente com vós-tudo, e conclui: No meio do nevoeiro é preciso conduzir o barco devagar.


Serei o que fui, logo que deixe de ser o que sou; porque quando fui forçado a ser o que sou, foi porque era o que fui.

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

FRANCISCO DE SALES - 24 de Janeiro


"A medida de amar a Deus consiste em amá-Lo sem medida." Este ensinamento de São Francisco de Sales talvez possa resumir toda a sua existência, pois ele não foi senão um exemplo vivo de tudo o que ensinava. Vejamos um resumo da vida desse santo que a Igreja recorda no dia 24 de janeiro.
Stress... Palavra talismânica criada aparentemente para justificar todos os males que acometem os homens de nosso tempo.
Quem não dorme bem é porque está com stress; quem fica nervoso no trabalho, está stressado. Problemas familiares? Ora, a culpa também é do stress. Até mesmo o mau gênio, como é popularmente conhecido o temperamento colérico, encontra justificativa no stress. Embora a vida agitada e insegura de hoje realmente provoque stress, este não pode ser o escudo atrás do qual se esconde quem não quer combater seus defeitos temperamentais.
Vejamos o exemplo de um homem de temperamento, o qual, com o auxílio da graça, soube dominar-se a ponto de ficar conhecido e venerado por todos como o santo da doçura e da amabilidade: São Francisco de Sales.
A infância de um menino inocente
Primogênito do Barão de Boisy, nasceu Francisco em 1567 no castelo de Sales, na Sabóia, naquele tempo um país independente que abarcava territórios hoje pertencentes à França, Itália e Suíça. Sua mãe, Dona Francisca de Boisy, senhora muito virtuosa, soube incutir-lhe desde a mais tenra infância o amor a Jesus e Maria. Quiçá também dela tenha recebido a salutar influência que lhe permitiu adquirir uma das virtudes que mais o caracterizaram: nunca perder a calma, nunca inquietar-se, ter inteiramente a alma nas mãos.
Sua mãe ensinava-lhe o catecismo e narrava-lhe belos exemplos da vida dos santos. Isto fez nascer na alma do pequeno Francisco o desejo da santidade e o zelo pelas coisas de Deus.
Desde criança sempre foi muito ativo e cheio de vida. Um fato pitoresco de sua infância denota seu carácter combativo, mas irascível. Bem pequeno ainda, ouvira falar dos calvinistas que haviam dominado a Suíça e boa parte da França. Um dia, soube que um desses hereges estava de visita no castelo de seus pais. Como não podia entrar na sala para protestar, pegou um pedaço de pau e, cheio de indignação, entrou no galinheiro e lançando-se contra as galinhas a pauladas gritava: "Fora com os hereges! Não queremos hereges!"As pobres galinhas fugiam cacarejando ante seu inesperado atacante. Foram salvas pelos criados que conseguiram tirar o menino dali a tempo.
Francisco chegará a ter um gênio tão doce e bondoso que fez São Vicente de Paulo exclamar, quando teve a oportunidade de conviver com ele: "Ó meu Deus, se Francisco de Sales é tão amável, como sereis Vós?"
As batalhas da juventude
Na juventude nasceu-lhe um grande desejo de consagrar-se inteiramente a Deus. Mas seu pai tinha outros planos. Foi mandado a Paris para estudar no colégio dos jesuítas, onde conheceu o bom Pe. Déage, que foi seu diretor espiritual. Mais tarde mudou-se para Pádua a fim de estudar Direito Civil, como queria seu pai, e Direito Canônico, como desejava o ardor religioso de seu coração.
Também praticava esgrima, equitação e frequentava bailes.
Viver na graça de Deus naqueles ambientes não era nada fácil, mas Francisco soube fugir das ocasiões perigosas e de toda amizade que pudesse ofender a Deus. Na Universidade, alguns estudantes perversos, para humilhá-lo por ser tão piedoso, atacaram-no.
Francisco, que era perito na arte da esgrima, tirou sua espada e derrotou a todos. Vendo-os desarmados e impotentes, retirou-se, dizendo: "E agradeçam a Deus em quem creio, pois é por isso que não lhes faço mal".
Quando, devido ao seu temperamento, o sangue lhe subia ante humilhações e burlas, ele se continha de tal maneira que muitos pensavam que nunca se encolerizava. O demônio, vendo ser impossível vencê-lo com as tentações mais comuns, atacou-o com violência num ponto muito sensível e difícil: a terrível tentação do desespero da salvação.
Tinha 20 anos quando isso aconteceu
Conhecera a doutrina de Calvino sobre a predestinação, e não conseguia tirar da cabeça a ideia fixa de que ia se condenar. Perdeu o apetite e o sono. Sempre dizia a Nosso Senhor que, se por sua infinita justiça o condenasse ao inferno, concedesse-lhe a graça de continuar amando-O nesse lugar de tormentos. Essa oração lhe devolvia a paz de alma em parte, mas a tentação sempre voltava.
O remédio definitivo veio quando, entrando numa igreja em Paris e ajoelhando-se diante de uma imagem da Santíssima Virgem, rezou a conhecidíssima oração de São Bernardo: "Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria..." Ao terminar, os pensamentos de tristeza e desespero o abandonaram para sempre e veio-lhe a segurança de que "Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele" (Jo. 3, 17).
A vida religiosa e a conquista dos calvinistas
De volta à casa paterna, aos 24 anos, recusou um casamento brilhante e um posto no Senado do Reino. Embora contra a vontade de seu pai, assumiu o cargo de deão da Catedral de Chambéry - por influência de seu tio, Luís de Sales, cônego da Catedral de Genebra, que obteve tal nomeação do Papa e pouco tempo depois foi ordenado sacerdote.
Pregou em Annecy e outras cidades. Embora dotado de grande cultura, suas práticas eram simples, atraindo enormemente todos os que o ouviam.
Mas sua dura batalha começou quando se ofereceu para reconquistar Chablais, na costa sul do lago de Genebra. Esta região estava totalmente dominada pelos calvinistas, cujo exército não deixava os habitantes católicos viverem em paz. Em 14 de setembro de 1594, dia da exaltação da Santa Cruz, com a autorização do bispo Cláudio de Granier, partiu Francisco de Sales a pé para a grande missão. Provações não lhe faltaram. Muitas vezes teve de dormir ao relento. Em uma ocasião refugiou-se no alto de uma árvore durante toda a noite para escapar ao risco de ser devorado pelos lobos. Na manhã seguinte, foi salvo por um casal de camponeses calvinistas que adquiriram grande simpatia por ele.
Posteriormente esses camponeses se converteram, dando início à grande transformação religiosa da região. A cada noite, São Francisco e seus companheiros católicos passavam de casa em casa, jogando debaixo das portas folhetos escritos à mão, nos quais eram refutados os falsos argumentos da heresia calvinista. Esse fato lhe valeu o título de patrono dos escritores e jornalistas católicos. Esses escritos foram posteriormente reunidos e publicados sob o nome de Controvérsias.
Poucos anos mais tarde, depois de duras lutas e perseguições, Chablais se converteu totalmente, e o Pe. Francisco foi nomeado bispo coadjutor de Genebra. Para receber a sagração episcopal, dirigiu-se a Roma, onde o próprio Papa Clemente VIII o interrogou sobre 35 pontos difíceis de Teologia, em presença do Colégio cardinalício. "Ninguém dos que examinamos mereceu nossa aprovação de maneira tão completa!"- exclamou o Papa ao descer de seu trono para abraçá-lo.
Bispo príncipe de Genebra
Com a morte de D. Garnier, São Francisco de Sales assumiu o cargo vacante. A generosidade e a caridade, a humildade e a clemência do santo eram inesgotáveis. Em seu trato com as almas foi sempre bondoso, sem cair na debilidade; sabia ser firme quando necessário.
Fundou a Ordem da Visitação com sua dirigida espiritual, Santa Joana de Chantal, em 1604. Entre as obras por ele escritas destacam-se o Tratado do Amor de Deus, que lhe valeu o título de Doutor da Igreja, e Introdução à vida devota - Filotéia, nascida das anotações enviadas à sua prima, Senhora de Chamoisy.
A medida de amar a Deus
"A medida de amar a Deus consiste em amá-Lo sem medida." Este ensinamento de São Francisco de Sales talvez possa resumir toda a sua existência, pois ele não foi senão um exemplo vivo de tudo o que ensinava. Estando ele ainda vivo, havia já pessoas devotas que guardavam como relíquias os objetos por ele usados.
Vítima de uma paralisia, perdeu a palavra e algo da sua lucidez, porém, recuperou-as em breve tempo. Os esforços médicos feitos para salvá-lo de nada adiantaram. Em seu leito repetia: "Pus toda a minha esperança no Senhor; Ele escutou minha súplica e me tirou do fosso da miséria e do pântano da iniquidade".
Faleceu aos 56 anos de idade, na festa dos Santos Inocentes, em 28 de dezembro de 1622. Seu fígado, devido ao constante esforço para controlar seus ímpetos de cólera, havia-se transformado em pedra. Seu corpo foi encontrado incorrupto 10 anos após seu falecimento.
Ele soube viver inteiramente o conselho de Nosso Senhor no Evangelho: "Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para vossas almas" (Mt. 11, 29).

São João Bosco de tal modo o admirou que o escolheu para patrono da sua congregação. E Santa Joana de Chantal dele dizia: "Era uma imagem viva do Filho de Deus, porque verdadeiramente a ordem e a economia dessa santa alma era toda sobrenatural e divina".

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Natal 2017

O tempo estreitou o seu círculo e o nosso coração se alarga para acolher Jesus, que já está no meio de nós, mas que às vezes, não nos damos conta de tamanha riqueza!
Esse tempo Luminoso nos coloca na gruta de Belém, contemplando a estrela Maior, a Luz que veio afastar as trevas do coração humano, tornando clara a presença de Deus em nós!
Natal, a festa do amor, festa do encontro ou do reencontro, quando o Divino abraça o humano em toda a sua condição, e no abraço Divino, o humano reencontra a sua identidade de filho e filha de Deus!
O Senhor do céu, se fez Senhor da terra, se revelando na simplicidade de uma criança necessitada de cuidados humanos, é Deus se fazendo pequeno, descendo à fragilidade humana, para nos elevar!
O espírito Natalino nos contagia, é o amor falando mais alto ao nosso coração, um amor que nos remete ao coração do Pai, que, através do Filho, nos concede a graça de redescobrirmos o caminho da felicidade plena!
Este tempo de profunda espiritualidade, nos envolve no mistério da encarnação, quando Jesus entra na nossa vida e nos faz abandonar o "homem" velho para viver o "homem" novo!
É tempo de gratidão, de deixar aflorar o amor que Deus plantou no nosso coração!
Neste tempo de graça, em que sentimos o céu mais próximo da terra, o nosso coração vislumbra a plenitude com mais fé, nos dando a certeza de que com Jesus, novos horizontes se abrirão para nós!
Que as alegrias do Santo Natal não se resuma na comemoração de um só dia, que ela perdure por todos os dias da nossa vida!
Façamos da nossa vida um eterno Natal, deixando Jesus entrar na nossa vida e nos transformar por inteiros.
Desejo a todos um feliz e santo Natal!
Que a paz do Senhor Jesus, esteja presente no coração de cada um/uma de vocês: meus irmãos e imãs em Cristo Jesus.
Kaquinda Dias

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Paciência e amor na vida familiar
1 – CONCEITO
Paciência é uma virtude do ser humano baseada no autocontrole emocional, ou seja, quando um indivíduo suporta situações desagradáveis, injúrias e incómodo de terceiros sem perder a calma e a concentração.
A paciência é principalmente baseada na tolerância em relação com os erros alheios ou diante de situações e factos indesejados.
O ato de ter paciência pode também significar perseverança em relação a algo, como uma resposta, situação ou acção que aparentemente não tem previsão para se concretizar.
A expressão "perder a paciência" é utilizada justamente quando toda a tolerância e perseverança se acaba, quando um indivíduo já não suporta esperar. A paciência é uma das características do "ser educado e humanizado". Saber agir com paciência significa não agir com pressa, ser atento e cuidadoso com o que se está fazendo; saber ouvir, ver, sentir e falar com parcimónia (sobriedade, poupar o outro).
O ato de ser paciente é considerado como uma das virtudes do Espírito Santo, de acordo com a doutrina cristã. No âmbito religioso, a paciência está ligada com a compreensão e perseverança na fé e se exercita pela tolerância e perdão.

2 - NA VIDA FAMILIAR, CASAR É UM EXERCÍCIO DE PACIÊNCIA

A visão romântica do casamento pressupunha relacionamentos perfeitos, onde marido e mulher compartilhavam de um companheirismo sem limites e um amor tão intenso que nada seria capaz de abalar. A realidade, no entanto, já há bastante tempo derrubou mitos e mostrou que ninguém deixa de ser humano porque está amando, que erros são cometidos ainda que sem a intenção, e que mesmo o mais forte sentimento sofre influência das pressões do dia a dia. A paciência, na realidade, acaba sendo um bem muitas vezes mais valioso do que o próprio amor na rotina conjugal. Uma verdadeira terapia de casal, um exercício de crescimento.
Viver com alguém debaixo do mesmo tecto, dormir e acordar todos os dias juntos, é bonito, mas também muito complicado. Filhos, contas, parentes de um e de outro, casa, trabalho, empregados, animais, são tantos os itens que compõem uma vida a dois que muitos casais quase “esquecem” como é namorar depois que a lua-de-mel começa a se distanciar no tempo.
Muitas vezes não tem nada a ver com falta de amor, de vontade sexual ou de atracção física, mas é difícil manter o romantismo quando há mais contas a pagar do que dinheiro no banco ou quando as noites são mal dormidas por causa de preocupações, por exemplo. Entender o momento pelo qual o outro está passando é tão importante quanto ter o seu próprio momento compreendido. Afinal, é difícil aceitar opiniões completamente divergentes quando se espera apoio total e irrestrito. Mas será que você também está pronto para ser flexível?
É comum o casal se perguntar porquê, no final das contas, passaram a haver discordâncias de opinião quando antes elas não existiam. Espera-se que o bom senso impere, mas, na maioria das vezes, acaba-se esperando isso do outro. É preciso fazer uma análise crítica e realista de si mesmo, antes de analisar o outro (antes de apontar o dedo). Você realmente discorda ou apenas espera uma oportunidade para divergir e criar um clima? Há realmente necessidade de toda essa polémica ou na verdade o assunto não merece mais do que 30 segundos de atenção? Você está aberto a negociações ou simplesmente usa a sua discordância como válvula de escape para uma situação mais complicada?
O que se espera de duas pessoas que se amam é: Paciência, tolerância, perdão e fé. Porque negociações são feitas todos os dias, em todos os lugares. Você negocia o preço de algum produto, o filme que vai ver, o almoço com as crianças, o seu ponto de vista com seu chefe. Mas, muitas vezes as pessoas são mais intransigentes justamente com quem se ama, com níveis de cobrança elevadíssimos.
Claro que não há uma única fórmula para a felicidade, mas cada casal pode encontrar a sua. Procurar manter o amor conjugal apesar da rotina, dar atenção a pequenos gestos, manter o diálogo aberto sem esperar concordância o tempo inteiro, entender que brigar também faz parte do casamento e exercitar sua paciência diariamente podem fazer a diferença entre um casamento feliz e uma relação agonizante.
Lembre-se que o casamento é uma relação a dois e cada um deve fazer a sua parte, claro – mas você não precisa esperar que seja o outro a começar.

Paciência é receita para manter casamento – O que hoje não deu certo amanhã pode dar certo.

Fica claro que está justificado ceder tantas vezes mais do que deveria, que se exerça o perdão hoje, amanhã e depois de amanhã, e que se espere um pouco mais com a esperança de que as coisas melhorem…
A paciência deve ser mútua e levada a cabo quase como um exercício. Eu sou paciente contigo porque te respeito e gosto de ti, te amo, porque te reconheço como pessoa, e sei que amar não é só gostar das coincidências, e sim respeitar também as diferenças.
Agora, a paciência requer por sua vez clareza emocional. É preciso saber onde estão os limites e compreender em que momento estamos ficando vulneráveis como pessoas. Como membros de um relacionamento afectivo - família.
Não é preciso ser passivo frente às exigências carregadas de egoísmos, frente à posição de se priorizar ante o outro. Não se deve fechar os olhos às carências, nem ser impassível à dor emocional que os vazios provocam, os desprezos ou os maus tratos subtis exercidos através de palavras envenenadas.
Agora, para que um relacionamento prospere na vida familiar ou cure essas carências que machucam, o esforço deve ser mútuo. Na hora em que um oferece mais e o outro só apresenta as suas desculpas, a paciência se perde completamente, e com ela, a decepção se transforma em um abismo. Mas é preciso investir na sua recuperação.
3 - RECOMENDAÇÕES
1. Na hora da tensão, respire - Esse é o mais básico. Se você está para explodir, foque na sua respiração e tente respirar o mais lento possível.
2. Traga à mente o que lhe faz bem - Em qualquer hora de stress, lembrar de coisas boas ajuda e muito. Foque nelas, lembre-se de algo que lhe faz muito feliz. Uma brincadeira com seu filho, seu desporto favorito, uma noite de amor ardente com companheir/a.
3. Não responda com agressividade - Você precisa entender que a palavra lançada não volta mais, então, por mais que aquilo te incomode, responder com agressividade pode ser muito pior para você e para seu amor. Seja bondoso(a), lembre-se do que realmente é importante na sua vida, talvez o que está te estressando não se compara com tudo que essa pessoa já fez de bom por ti.
4. Descubra a causa - Preste atenção àquelas coisas que sempre te levam ao extremo. Anote, se possível, seu comportamento quando essas coisas ocorrem.
5. Separe as coisas - Lembre-se que a paciência tem a ver com controlo. E se controlar é a chave para ter paciência. Mas existem coisas que você pode controlar, outras não, elas estão além do seu controle. Por isso, você precisa saber o que pode ser controlado por ti e nisso você dar o seu melhor, e o que não pode ser alvo do seu controle, para essas coisas, se toque e entenda que você não precisa se estressar.
6. Administre a situação - Por mais que você esteja perto de perder as estribeiras, lembre-se que falar palavras de maldição, atacar e ofender poderão deixar marcas muito piores, por mais que a outra pessoa irrite, administrar e inverter a situação pode dar resultados melhores no futuro.
7. Tenha empatia - Coloque-se no lugar do outro, entenda os motivos que levaram ele ou ela a cometer aquilo, de fazer algo fora do que você esperava.
8. Depois dos ânimos controlados, converse abertamente - Seja sincero(a), exponha que aquele ato te incomoda, te deixa triste e que você será muito mais feliz se aquilo não se repetir.
9. Entregue a Deus - Se estamos com o coração em Cristo, podemos superar qualquer dificuldade. Agir como Cristo age pode até ser fácil, mas reagir como Ele reagiria, é o segredo. Por isso, coloque Cristo no controle, entregue a Deus o que vem roubando a sua paz. Uma coisa importante que precisamos deixar claro é que ser paciente não é o mesmo que ser passivo. Não é deixar que a casa vire de cabeça para baixo e você não faça nada. Claro que não! Você precisa sim continuar sendo uma pessoa de atitude, que resolva, você só não precisa ser descontrolado(a).
8 Maneiras de ser paciente - A paciência é uma capacidade humana de perseverar e manter a compostura em situações que exigem compreensão e tolerância, e também incentiva a intensidade emocional. A paciência é muitas vezes conhecida como uma virtude necessária para um relacionamento saudável e funcional dentro da família e no lar.

9 - Foque na sua mente - Concentre-se no seu pensamento. Você possui pensamentos, crenças e personalidade que interagem para a prática da paciência e calma. Para aprender a ser mais paciente, é necessário que mude o seu pensamento de forma que se concilie com a serenidade.

10 - Observe situações que desafiam a sua paciência. - Procure observar as respostas emocionais, físicas e mentais que te tiram do sério para que você possa aprender a reconhecer esses sinais e saber como filtrá-los de maneira a superar esse desafio. Entender e driblar esses desafios é sua primeira grande lição para aprender enfrentar os desafios do relacionamento familiar e doméstico e desenvolver a prática da paciência e usá-la no dia a dia.

11 - Elimine os pensamentos que reflectem sobre o que você sente ou o que deve fazer. - A vida é, por vezes, imprevisível e há muitas circunstâncias que estão além do nosso controle. Como por exemplo, evite pensamentos como: “meu marido sempre esquece de dar descarga na sanita, ou deixa a toalha molhada sobre a mesa” ou ” minha mulher sempre se demora e atrasa quando vamos sair”. Assim você pode se posicionar e absorver com mais clareza o facto ocorrido.

12 - Fale pra si mesmo(a) que é capaz. - Quando surgem os problemas que testam a sua paciência, fique recitando em sua mente afirmações de forma positiva que você pode sim ser paciente. Quando você sentir que está perdendo a paciência durante uma discussão qualquer com o seu marido, esposa, etc, diga para si mesmo: “Eu sou capaz de ser paciente, não vou me desequilibrar, sou uma pessoa paciente e centrada”. Você pode até duvidar, mas essa prática funciona mesmo.

13 - Conheça o seu Ego - Você é que determina o quanto de impaciência é devida ao seu desejo de estar certo ou ter as coisas sob controle certo. Para desenvolver a paciência de verdade, você deve saber que um ambiente familiar envolve duas ou mais pessoas, e que o modo de pensar é apenas uma parte da equação. Por isso deve considerar posições alheias.

14 - Incentive uma comunicação mais aberta - As duas partes precisam praticar a paciência, mesmo com coisas em que os dois não concordam, não aceitam e não querem ouvir. Toda relação exige uma comunicação aberta e honesta (ser claro como água e transparente como vidro).

15 - Torne a sua vida mais dinâmica - Os dois lados possuem forças e fraquezas, e os dois devem trabalhar em parceria para fazer o relacionamento desenvolver de forma saudável. É possível sim aprender a ser paciente, focando seus esforços de forma mútua e estar ciente de como cada um contribui para o sucesso da relação.

16 - Tenha sua própria reflexão pessoal. - Você só pode desenvolver a paciência com seus próprios esforços. Determine um tempo só seu para pensar sobre como você pode praticar a paciência em seu relacionamento para assim ser uma pessoa melhor pra ti mesmo e para a pessoa que está ao seu lado.

4 - TERAPIA PARA SE TORNAR MAIS PACIENTE
Ser paciente exige o controlo total dos nossos pensamentos, acções e palavras. Não importa qual seja o ambiente onde você passa mais tempo: escola, trabalho, casa. Em qualquer um desses lugares, sempre tem alguém querendo ser mais paciente. Com a rotina agitada do dia-a-dia, ter paciência pode ser um pouco complicado, mas é de extrema importância para qualquer projecto.
Para aprender a melhor maneira de gerenciar a sua paciência, você pode tentar se testar em algumas situações, como parar na fila mais longa num estabelecimento esperando por um atendimento ou se manter atrás de uma pessoa que anda devagar em um lugar no qual você está acostumado a andar mais rápido.
A paciência é, basicamente, controlo. Você pode não dominar esse controlo agora, mas certamente é algo que pode ser desenvolvido. Obvio que existem coisas que estão alheias à sua vontade, mas você precisa saber diferenciá-las para que não tenha um ataque de nervos. Identifique o que pode ser controlado por você e faça o melhor trabalho que puder naquilo. Quanto ao que você não pode dominar, deixe acontecer.
E não se engane acreditando que ser paciente é o mesmo que ser passivo. Na realidade, ser paciente se trata de saber gerenciar a si mesmo, o que requer atenção aos seus pensamentos, actos, emoções e palavras. Isso significa que você não deve gastar o seu tempo tentando controlar os outros, mas sim a si mesmo. Veja algumas dicas que podem ajudar você a se controlar e manter a paciência:
Para se tornar mais paciente:
1. Respire - Nos momentos em que você estiver perto de perder o controle esvazie sua mente e foque-se na sua respiração. Respire lentamente, prestando atenção no seu ritmo de expiração e inspiração. Isso vai ajudá-lo a se manter calmo.
2. Caminhe - Um bom truque para se acalmar e manter a cabeça no lugar é fazer uma caminhada. Não precisa ser uma caminhada longa, o objectivo aqui é apenas tirar do centro de seus pensamentos o que está te incomodando. Preste atenção ao caminho que está fazendo, dedique-se a encontrar coisas novas em um lugar pelo qual você passa todos os dias.
3. Reflicta - Ao final do seu dia sente-se em seu lugar preferido e pense sobre os acontecimentos. Não ligue a TV, o rádio ou qualquer outra coisa que possa distrair os seus pensamentos. Reserve esse tempo para identificar o que te incomodou ao longo do dia e pensar em como esses problemas podem ser resolvidos.
4. Escute - Não transforme uma conversa em discussão. Mesmo que você não concorde com o ponto de vista de outras pessoas, não tem o menor motivo para criticá-las por isso. Procure ouvir os argumentos das pessoas e falar os seus de forma calma. Antes de responder considere tudo que a pessoa está dizendo.
5. Sorria - Pode parecer absurdo, mas sorrir mais faz com que você se sinta melhor consigo mesmo. Existem situações nas quais um sorriso não cabe, mas na maioria delas ele não vai te prejudicar. Pratique no espelho, veja quanto tempo você é capaz de manter um sorriso.
6. Lembre - Em momentos de stress, escolha as suas lembranças favoritas e pense nelas. Voltar a uma época ou situação que nos fez feliz ajuda a restabelecer a calma.

Kaquinda Dias (mbn)